Há uma estatística impressionante que vem sendo discutida desde 1959 sobre…

 

PORQUE AS DIETAS NÃO FUNCIONAM PARA EMAGRECER

Desde a década de 50, diferentes estudos clínicos compartilham os resultados que comprovam esse fato: 95% de quem faz alguma dieta recupera o peso que perdeu em apenas um ano.

Por mais que a gente queira acreditar que esses dados são coisa do passado, a realidade é que eles não mudaram pra melhor não! Pra falar a verdade a coisa só piorou de figura. Atualmente, se compararmos os números com a década de 50, temos muito mais pessoas acima do peso e muito mais pessoas que fazem dietas (só nos EUA são aproximadamente 45 milhões de pessoas fazendo dieta todos os dias). Um mercado de emagrecimento cada vez mais crescente.

No entanto, uma coisa que sabemos com certeza é que a maioria dessas dietas não se preocupa com a perda de peso a longo prazo – porque, se fosse assim, não existiria tanta gente com dificuldade de emagrecer recorrentemente e também não existiria uma indústria que movimenta 33 bilhões de dólares por ano (em espiral crescente a cada ano).

Então a questão que precisamos responder é, com tantas dietas diferentes, e tantas abordagens diferentes, e tantos especialistas e livros diferentes, por que não estamos de fato emagrecendo?

Acontece que a própria premissa da dieta funciona diretamente contra nossa biologia, contra nossa psicologia e nossa necessidade inata de sentir prazer. E são essas três dimensões que podem nos ajudar a entender os três principais motivos pelos quais as dietas não funcionam.

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1. BIOLOGICAMENTE, AS DIETAS REDUZEM A VELOCIDADE COM QUE QUEIMAMOS GORDURA

Parece contra intuitivo que, ao trabalhar com força total para perder peso, nosso corpo esteja trabalhando contra nós, não é mesmo?

E mesmo sendo contra intuitivo, isso é a mais pura verdade. Isso acontece porque o nosso corpo experimenta a dieta como um fator estressor.

Quando estamos estressados, produzimos altos níveis de cortisol e adrenalina (hormônios do estresse). Esses hormônios fazem com que o nosso corpo diminua a velocidade com que queimamos calorias.

Em uma dieta, normalmente reduzimos a quantidade de calorias que ingerimos. Fazendo isso, nosso corpo passa, intencionalmente, a desacelerar os esforços de perda de peso porque percebe a nossa ingestão de calorias está cada vez mais reduzida. Isso significa uma ameaça à sobrevivência!

O trabalho do corpo é manter o prórpio corpo vivo. Se a ingestão de calorias começa a ficar limitada, os milhares de anos de evolução indicam para o corpo que aquele armazenamento de gordura que ele tem não pode ser mais queimado com toda a velocidade que gostaríamos.

O corpo passa a conservar a energia que tem acumulado (em forma de gordura) e passa a estocar mais ainda (sempre que puder). Essa é a nossa biologia trabalhando em favor da sobrevivência (e contra o emagrecimento).

2. DIETAS NÃO CRIAM MUDANÇAS SUSTENTÁVEIS

A maioria de nós pode mudar nossos hábitos alimentares por uma semana ou duas, ou às vezes até um mês ou dois, mas na maioria das vezes – mudanças induzidas por dieta são mudanças passageiras. É sempre uma ordem de “coma isso” e outra ordem de “não coma isso”.

É claro que o que comemos é importante, mas somente mudar o tipo de alimento que ingerimos não necessariamente cria uma mudança duradoura, porque não afeta as crenças, os padrões e os comportamentos enraizados que temos (e que formaram as nossas escolhas alimentares e nossos hábitos alimentares ao longo dos anos).

Se uma dieta foca apenas nas escolhas alimentares e não toca nos “porquês”, continuamos buscando alimentos que diminuem nossa energia e nossa saúde. Isso, na maioria dos casos, nos mantém presos trabalhando apenas no nível da superficialidade do emagrecimento.

Para fazer mudanças sustentáveis ​​em nossos hábitos alimentares, precisamos explorar por que comemos, como comemos e quem somos quando comemos.

A mudança duradoura vem de mudanças tanto no nível externo das escolhas alimentares (muitas vezes atacado pelas dietas) mas também nos nossos comportamentos alimentares e no nosso interior (uma relação direta com a psicologia da alimentação).

A mentalidade que trazemos para a mesa, consciente ou inconscientemente, é a chave para nosso relacionamento com nossa comida e o emagrecimento duradouro do nosso corpo.

3. AS DIETAS NÃO SÃO NEM DIVERTIDAS NEM INTERESSANTES

Todas as dietas têm um elemento de privação, e muitas vezes há uma lista de alimentos que devemos evitar se quisermos ter sucesso.

Dietas restritivas exigem que tenhamos “força de vontade” e uma capacidade bastante elevada para cumprir as regras. Mas o problema com essa atitude constrangedora e difícil é que nada disso é divertido! Olhando para essas obrigações, não há prazer, e não há alegria em emagrecer e ficar mais saudável!

Não é fácil estar focado em não comer quando estamos focados e pensando a todo momento que precisamos ficar de boca fechada e controlando cada mordida.

“Se a dieta é muito complicada, você não começa!
Se é muito restritiva, você não continua!”

E, sempre que estamos neste estado de tensão em torno do que comer, criamos um ambiente de estresse dentro do nosso corpo (mais uma vez o estresse atrapalhando o emagrecimento).

Como mencionado acima, o estresse provoca um aumento do cortisol e da adrenalina, o que diminui nosso potencial de queima de calorias. Então, estamos criando as condições exatas que dificultam a perda de peso, mesmo que você esteja comendo pouco.

Se você não está disposto a desfrutar do que come e como come, a perda de peso será essa eterna batalha sem possibilidade de vitória.

As dietas não funcionam por si só! Por outro lado, entrar no ambiente de prazer e explorar os aspectos da boa alimentação com o objetivo de emagrecer com saúde, criando uma relação positiva com a comida e com o corpo, isso sim tem a possibilidade de favorecer nossa biologia e nossa psicologia na geração das condições ideais para alcançar nosso emagrecimento natural.

Um grande abraço!
Tiago Batista

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Créditos da foto de capa: Henrique Félix
Artigo originalmente publicado em inglês.

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